Só um adulto bobalhão ignora que MCD+PDs são, é óbvio!, Máquinas Complicadas Demais para Descrever. Mas não Super Luka, Grão Mestre dos Jogos e super-herói do novo romance de Salman Rushdie, que é lançado hoje no Brasil. Dedicado ao filho Milan, 11,
Luka e o fogo da vida (Companhia das Letras, 208 pp., R$ 33 - Trad. José Rubens Siqueira) recicla mitologias arcaicas --grega, egípcia, persa... ao ritmo alucinante dos videogames. Nele, Luka mergulha no Mundo da Magia --versão literária de Wiis e Playstations, com etapas a superar e botões de "save" pairando no ar-- para resgatar o Fogo da Vida e salvar o pai moribundo na vida real. Rushdie, que confessa ser um antigo de fã de games, diz que eles fornecem um novo padrão à ficção. E, mais que isso, são uma outra forma de entender a existência: nos games, diz, "a vida se torna simplesmente algo que você coleciona". O escritor anglo-indiano também fala da proibição do véu islâmico em países da Europa, de revolução digital, traça um paralelo entre Brasil e Índia e explica por que Maquiavel --tema de seu debate com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 6/8, durante a Flip-- ainda é importante hoje.
Leia.