Palavra-chave-mágica 2 — A missão
PublishNews, Ricardo Costa*, 16/05/2018
Em seu segundo artigo sobre como usar palavras-chave na hora de preencher o cadastro de metadados do seu livro, Ricardo Costa chama Cristiane Martins para juntos darem dicas práticas sobre o assunto

Voltamos. Se você está esperando que a gente fale de “abracadabra" e “hocus-pocus”, ainda não vai ser desta vez! [Se não entendeu esta frase inicial, indicamos a leitura do post anterior; especialmente porque este aqui será uma sequência daquele...]

Pois bem, no primeiro artigo sobre o tema, meu companheiro de teclado foi o Bruno Mendes, do #coisadelivreiro. Falamos, naquela oportunidade, sobre quantidade de palavras-chave (o perigo de “floodar”) e sobre a questão fundamental do contexto. Antes de continuar, repito a sugestão de que leia o post anterior.

E agora, continuando. :-)

Hoje está escrevendo comigo o artigo a Cristiane Martins, expert em metadados e uma das responsáveis pelo controle de qualidade dos metadados na Metabooks. Queremos dar algumas dicas bem práticas sobre palavras-chave.

Dica 1: nenhum dos campos que você preenche com dados do seu livro precisa ser repetido nas palavras-chave -- também conhecidas como tags. Então, título, autor, tradutor, subtítulo, nome da editora, NÃO devem aparecer entre as tags. Acredite em nós! Os conteúdos dos campos são naturalmente indexadores nas buscas. Não repita nas tags, cria confusão, como já falamos no post anterior.

Dica 2: preço NÃO é palavra-chave. “Que isso, ninguém coloca preço em palavra-chave!”, você está pensando agora. Te respondemos: você não tem noção do que aparece neste campo... ai Jesuissss.

Dica 3: pense como leitor, não como editor, quando for adicionar tags. Imagine o que o leitor vai procurar para encontrar o seu livro. Pense que ele não sabe o título nem o autor -- e muito menos a editora. Então, se o seu livro é A última revolução tecnológica do século XX (espero que esse título não exista mesmo!) e um dos assuntos seja a reinvenção da Apple quando Steve Jobs voltou a ser o CEO da empresa, Apple, Steve Jobs, CEO seriam tags clássicas para este título, mas você pode incluir algo mais criativo como, novidades tecnológicas, século XX, computação gráfica, design, criatividade... Saia da caixinha, abra a mente e o coração, e vai sentir que após alguns minutos estará fluindo naturalmente, às vezes até demais, então não exagere!

Dica 4: não pare por aí. Pense nessas palavras como uma experiência para obter resultados e acompanhe a 'trajetória' do seu livro. Faça alterações, substitua, insira complementos, mantenha o tráfego dessas informações em movimento. Quer uma sugestão de periodicidade? Dar uma olhadinha a cada três meses é uma ótima pedida, pois tudo muda muito rápido hoje em dia e vamos combinar que estar antenado é fundamental! Então, mantenha seu guarda-roupa de palavras-chave renovado, essas ações fazem a diferença, instigam a curiosidade, trazem harmonização e deixam seu produto em evidência

Dica 5: inspire-se e teste. Você conhece seus concorrentes, certo? Então veja o que está sendo usado e se jogue nessa aventura, anote esses termos e use-os para pesquisar em sites de livrarias (não se esqueça das estrangeiras!) e também nos buscadores. Assim é possível trabalhar no aprimoramento e qualificação dos termos aproximados e apostar num diferencial.

Dica 6: use a tecnologia mais uma vez a seu favor. Existem ferramentas disponíveis na web que auxiliam nessa tarefa e ajudam a descobrir termos que possam ter passado despercebidos. E o melhor: algumas são “na faixa”!! Vai das mais simples até as mais rebuscadas, que exibem informações sobre volumes de busca de acordo com o contexto, analisam concorrência, tendência, etc.

Dica 7: mais que palavras. Aposte também em frases; isso restringe a abrangência, mas de uma forma positiva. É um excelente artifício para se destacar focando num segmento específico de leitores. Só tome cuidado para não especificar demais, senão poderá não conseguir alcançar a quantidade de visualizações necessária. Buscando em uma livraria somente por autoestima ou relacionamento, os resultados passam de 30 mil e buscando por autoestima no relacionamento cai para menos de mil resultados! Destaque-se na multidão!

E a gente vai encerrar com a dica do Horácio Corral, gerente de conta da Bookwire, que também escreveu sobre este tema no blog da Bookwire sob o título Usando palavras-chave para gerar mais vendas:

Dica 8: Grafias alternativas. Algumas palavras são mais difíceis de lembrar e alguns autores estrangeiros parecem ter nomes que desafiam a nossa ortografia; por isso é importante colocar grafias alternativas entre as palavras-chave. Consideremos a grande escritora Agatha Christie: é possível que ela seja pesquisada como Agata Cristi, ou ainda, o filósofo alemão Friederich Nietzsche, pesquisado como Frederic Nietzche. Se você colocou nas palavras-chave essas grafias alternativas, você deu mais visibilidade ao seu livro e facilitou o processo de pesquisa para o seu leitor. Para auxiliar com estas grafias alternativas, esteja atento a como os leitores pesquisam no site da sua editora e como eles escrevem os títulos e nomes nas redes sociais. Veja, clicando aqui, o artigo do BuzzFeed que brinca com as implicações humorísticas das grafias alternativas do filme Galinho Chicken Little e apresenta alguns exemplos engraçados porém importantes na hora de definir palavras-chave e auxiliar o seu leitor a encontrar o seu produto.

Pronto. Taí um punhado de dicas pra facilitar um pouco sua vida na hora de colocar as mágicas palavras-chave. Em resumo, pense fora da caixa, pense como leitor, seja criativo (mas não muito!), seja constante e fique antenado!

A gente se encontra aqui de novo em breve. Abraços!


* Ricardo Costa é Managing Director do Metabooks no Brasil. Por seis anos, foi sócio-diretor do PublishNews. Além de um apaixonado pelo mundo do livro, é viciado em séries de TV e se mete a cozinheiro (sim, cozinheiro, porque “chef” agora é coisa de TV) nas horas vagas, que são poucas! Ricardo é formado em Análise de Sistemas e tem especialização em Publishing, com experiência em desenvolvimento de negócios no mercado editorial. Trabalhou por seis anos como diretor editorial e de marketing e outros três anos como consultor em desenvolvimento de negócios editoriais; antes disso, foi gerente de produto na HBO Brasil.

[16/05/2018 08:00:00]