Pelo menos três edições de ‘Mein kampf’ devem sair no Brasil nos próximos meses
PublishNews, Leonardo Neto, 07/01/2016
Edipro prepara para janeiro, Geração para março e a Centauro já colocou à venda a polêmica obra de Adolf Hitler

Capa da versão de 'Mein kampf' da Edipro, que deve chegar às livrarias ainda este mês | © Reprodução
Capa da versão de 'Mein kampf' da Edipro, que deve chegar às livrarias ainda este mês | © Reprodução

A Edipro prepara, para o fim desse mês, a publicação de sua versão da polêmica obra-manifesto de Adolf Hitler. Mein kampf (Minha luta, em tradução literal) caiu em domínio público desde o último dia 1º e a edição da Edipro deve chegar na íntegra às livrarias, sem comentários ou análise crítica, com tradução de Julio de Matos Ibiapina (1890 - 1947). “É uma tradução antiga, mas nós fizemos uma revisão e algumas adaptações”, observou Jair Vieira, gerente editorial da Edipro. “É um assunto histórico que mexeu com o Século passado. É um assunto que as pessoas precisam conhecer para entender como esse gênio do mal arrebatou tanta gente a seu favor”, defendeu Jair.

Outra editora que se prepara para publicar uma versão brasileira da obra é a Geração Editorial. Ao contrário da Edipro, a Geração encomendou uma nova tradução e a sua edição, prevista para março, sairá comentada, com notas críticas e textos de apoio. "Minha luta é um livro com ideias racistas, violentas e abomináveis, mas é ridículo mantê-las interditadas", disse Luiz Fernando Emediato, publisher da Geração. A tradução foi encomendada ao gaúcho William Lagos, que trabalhou a partir do texto original. "Haverá um texto meu, o publisher e editor, justificando a necessidade da edição, outro do professor doutor Nelson Jahar Garcia, da Universidade de São Paulo, já falecido, no mesmo sentido, e outro da professora doutora Eliane Hatherly Paz, da PUC do Rio. Nossa edição contém também 305 notas e apêndices extraídos da edição norte-americana de 1939. Dez grandes especialistas da época anotaram e contextualizaram o texto de Hitler, inclusive apontando para as inverdades históricas nele contidas. Deveria ter em torno de 650 páginas. Por causa disso, terá quase mil", explicou Emediato.

Mas quem procurar na Estante Virtual, por exemplo, já encontra uma edição da Centauro. A editora, que em 2006, foi acionada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por publicar uma obra considerada antissemita, publicou a obra na íntegra, sem comentários e justifica: “ao editor não cabe emitir juízos de valor sobre as obras veiculadas; este julgamento fica ao exclusivo critério de leitores e estudiosos”.

A obra é dividida em duas partes. Na primeira, Hitler faz uma autobiografia, contando seus primeiros passos rumo ao poder. Na segunda, ele trata da sua doutrina que daria origem ao Estado Nacional-Socialista. Estima-se que foram vendidas 12 milhões de cópias do manifesto entre a sua publicação, em 1925, e a sua proibição, no fim da Segunda Guerra, em 1945. O livro foi fundamental para a divulgação e difusão das ideias do autor pelo mundo.

[07/01/2016 09:42:58]

Fora do Tom: crônicas de um jornalista de cueca, de Tom Cardoso, é um livro para quem é pró e contra o impeachment, adepto da escola de Chicago e da New School of Social Research, ouvinte de Cartola e de Tiaguinho, apreciador de Claude Monet e de Romero Brito, leitor de Zibia Gasparetto e de Henry Louis Mencken, fã de jaca mole e jaca dura. Tom é jornalista e escritor. Diante do sucesso de suas crônicas no Facebook, lança agora esta coletânea pelo Kickante. Clique aqui para garantir seu exemplar.

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