Publicidade
Publicidade
Todos juntos somos fortes
PublishNews, Gabriela Erbetta e Gabriela Aguerre, 15/09/2015
Digital tem um grande terreno a conquistar no Brasil, mas tem alguém ensinando os leitores a usar tudo isso?

As sócias Gabriela Erbetta e Gabriela Aguerre apostaram no livro digital, mas se perguntam: será que tem alguém ensinando os leitores a usa isso tudo? | © Divulgação
As sócias Gabriela Erbetta e Gabriela Aguerre apostaram no livro digital, mas se perguntam: será que tem alguém ensinando os leitores a usa isso tudo? | © Divulgação
A Editora Alpendre surgiu em agosto de 2013 como uma empreitada exclusivamente digital. Desde então, estamos caminhando devagar e com empenho, vendo muito potencial para os e-books no país e tratando os livros digitais com o mesmo cuidado e carinho com que sempre trabalhamos em outros meios e veículos. As possibilidades do mercado, como têm mostrado pesquisas e artigos, efetivamente existem: o acesso à tecnologia é cada vez maior, as crianças sabem cada vez mais usar aparelhos eletrônicos, só no Brasil temos mais de 150 milhões de smartphones e outros 20 e tantos milhões de tablets (sem falar em computadores pessoais), 32% dos consumidores leem mais de um livro ao mesmo tempo, outros 6% estão acostumados a ler em meios de transporte... É um terreno e tanto para o digital e, mesmo assim, talvez ninguém discorde de que já poderíamos ter crescido mais nessa seara.

E então nos ocorre uma pergunta básica: tem alguém ensinando os leitores a usar tudo isso? Tem alguém dizendo para as pessoas que, além do jogo X ou do aplicativo de paquera Y, é possível instalar no celular um app (grátis!) que permite a leitura? Muita, mas muita gente que conhecemos – gente acostumada a ler, bem informada, que faz compras online e já tem tablet e smartphone – ainda fica com cara de nuvem quando falamos em livros digitais. E a questão nem passa pela conversa boboca do “ah, mas gosto do cheiro de livro”. É desconhecimento mesmo. Há quem pense que, para aproveitar esse meio de leitura, precisa de um Kindle ou “daquele aparelho que vende na Cultura” (a gente sempre fala: “o nome é Kobo!”). Pior: existe, e aos montes, quem já viu um PDF malfeito e acha que “putz, a leitura digital é muito desconfortável”.

Estamos falando, aqui, do básico. De educar o público. De atitudes que promovam o digital, que se proponham a apresentar os leitores ao formato, pegar os caras pela mão e mostrar como é bacana, como pode ser prático.

Somos uma editora pequena e 100% digital que ainda está no início do que esperamos ser uma longa jornada. Assim como nós, existem outras empresas do tipo, e é uma alegria sincera saber que surgiu mais uma, e mais uma, e mais uma. Será que não vale nos unirmos – editoras digitais e departamentos digitais das editoras de papel – para promover essas atitudes? Todos juntos somos fortes, como já ensinava aquela música do Chico Buarque há quase 40 anos.

Três ideias rápidas:

- Uma campanha conjunta das editoras, no Facebook, estimulando a leitura digital. Cada uma faz uns dois ou três memes de incentivo, usa sua própria base de curtidores e replica os posts das outras. (Fizemos uma experiência no ano passado, com memes divertidos que terminavam dizendo “Acredite nos livros digitais”).

- Promover mais encontros “autor-leitor” para apresentar o digital ao público. Nada de palestras chatas sobre o tema, claro. Mas nossos autores não podem ser nossos melhores porta-vozes se chegarem a um bate-papo e lerem um trecho do livro no celular, no tablet, no e-reader? Que nos perdoem as lojas, mas não basta deixar Kindles e Kobos à disposição dos leitores sem que alguém mostre como podem ser bacanas para a leitura.

- Por fim: você, que tem uma editora física – mas é esperto e antenado o suficiente para saber que não, o digital não vai acabar com o papel e um meio pode conviver muito pacificamente com o outro, pois há mercado e produtos para ambos –, que tal pensar em, a cada mês, fazer uma promoção com um ou dois títulos na linha “compre um e leve dois”? Compra o físico, ganha o digital. Que seja válida por apenas uns poucos dias. Não pode beneficiar a todos, a começar pelo leitor?

[Nota do editor: nesta coluna, Gabriela Erbetta cedeu espaço para a sua sócia na Editora Alpendre Gabriela Aguerre que assinam conjuntamente este artigo]

A coluna Caderno de receitas fala sobre livros de cozinha: dos títulos editados no Brasil aos bons (e maus) exemplos estrangeiros; do trabalho envolvido nas traduções; da migração para as plataformas digitais e de muitos outros assuntos saborosos ligados a esse universo. Os textos de Gabriela Erbetta vão fechar a semana uma vez a cada quinze dias.

[14/09/2015 23:59:45]
Publicidade

BR75

A BR75 desenvolve soluções personalizadas de criação e edição de texto, design gráfico para publicações impressas e em outras mídias e coordena sua produção editorial. Cuidamos de todas as etapas, conforme as necessidades e características de seu projeto, e sua empresa ganha em eficiência e qualidade. Quer saber mais? Fale com a gente ou agende uma visita!

Leia também
Parece que essa é também a temporada dos livros de receitas derivados de blogs de sucesso
Em sua viagem aos EUA, Gabriela Ebertta conta o que viu nas livrarias do lado de lá
Gabriela Erbetta dedica a sua coluna de hoje à grande Julia Child
Gabriela Erbetta conta como foi ler um mangá culinário
Gabriela Erbetta fala, em sua coluna de hoje, sobre a sua 'estante excêntrica'
Publicidade



O MBA em Book Publishing é uma pós-graduação Lato Sensu, reconhecida pelo MEC. Com realização da Casa Educação e apoio oficial do Publishnews, o curso tem a coordenação pedagógica do Instituto Singularidades. O programa foi elaborado para contemplar as profundas transformações que o mercado editorial vem passando nos últimos anos, sempre com o objetivo de preparar profissionais de forma completa e eclética para atuarem na indústria do livro. O curso já se encontra na terceira turma.

Outras colunas
Toda semana você confere uma nova tira dos passarinhos Hector e Afonso
Na coluna de hoje, Volnei continua a falar sobre a repercussão das decisões do Jabuti em mais dois aspectos: ilustração e os critérios de avaliação
Em sua coluna, Volnei Canônica fala sobre a reformulação feita pelo Prêmio Jabuti e principalmente sobre a junção das categorias infantil e juvenil
Felipe Lindoso participou da III Jornada de Crítica Literária, na UnB, cujo tema era precisamente esse - Literatura e Ditaduras -, com o objetivo de provocar o debate sobre as relações estre estética
Toda semana você confere uma nova tira dos passarinhos Hector e Afonso
A ilustração é tão antiga quanto o livro mais antigo. E tem função narrativa plena, de outra ordem que a escrita, mas plena, específica, complexa, insubstituível.
Roger Mello
Escritor e ilustrador brasileiro
Publicidade
Publicidade

Você está buscando um emprego no mercado editorial? O PublishNews oferece um banco de vagas abertas em diversas empresas da cadeia do livro. E se você quiser anunciar uma vaga em sua empresa, entre em contato.

Procurar

Precisando de um capista, de um diagramador ou de uma gráfica? Ou de um conversor de e-books? Seja o que for, você poderá encontrar no nosso Guia de Fornecedores. E para anunciar sua empresa, entre em contato.

Procurar

O PublishNews nasceu como uma newsletter. E esta continua sendo nossa principal ferramenta de comunicação. Quer receber diariamente todas as notícias do mundo do livro resumidas em um parágrafo?

Assinar